fbpx

Com alta de preços no mercado interno, empresários recorrem a importação de aço

Grupo de 137 empresas trouxe 20 mil toneladas de aço da Turquia para abastecer o Sul, Sudeste e Nordeste; setor pede redução da alíquota de importação de 12% para 1% durante período de seis a 12 meses.
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

A escalada de preços está levando empresários brasileiros a importar aço. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também quer economizar comprando fora os produtos. O setor pede ao governo federal uma redução da alíquota de importação de 12% para 1% durante período de seis a 12 meses. O presidente da Câmara, José Carlos Martins, diz que há uma valorização mundial das commodities, mas aponta exagero nos preços praticados no Brasil.

“Nós estamos trazendo com o maior dos problemas, cheio de barreira técnica, alfandegária, falta de estrutura, falta de rede de distribuição e mesmo assim a gente consegue chegar mais barato que o aço nacional. Se a gente derrubar o imposto de importação, isso se tornará incentivo para criarmos uma rede interna de distribuição, de corte e dobra e coisas desse tipo”, pontua.

Um grupo de 137 empresas trouxe 20 mil toneladas de aço da Turquia, sendo o primeiro de um total de três lotes para abastecer as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. José Carlos garante que o setor não cresce mais por causa da política de preços das siderúrgicas nacionais. “O mercado tá muito receoso de pegar um contrato e daqui a pouco não dar conta porque o aumento do custo não está dentro do que negociei”, conclui.

RELACIONADAS:

Instituto Aço Brasil rebate os argumentos dos compradores domésticos. O presidente Marco Polo de Mello Lopes lembra que a tonelada do vergalhão, em maio, custou 922 dólares, valor abaixo dos Estados Unidos (935 dólares) e México (974 dólares), e acima da Europa e da China, que têm custo de 874 e 815 dólares, respectivamente. “As diferenças são pequenas. A CBIC em uma primeiro momento comunicou que esse material estava chegando 5% abaixo do que é pratico no mercado interno e depois comunicou que, na verdade, essa diferença era maior, 25%. É uma opção comercial”, disse. Segundo Marco Polo, nos cinco primeiros meses de 2021, entraram no Brasil 1,5 milhão de toneladas de aço.

Ele é contra a diminuição da alíquota, que criaria concorrência no mercado dominado pela indústria nacional. “Toda essa pressão que a CBIC exerce junto ao governo para redução do imposto de redução tem como objetivo melhoria de imagem da operação, porque esse material em Santa Catarina, que é um Estado que tem uma isenção diferente, já se tem aí uma vantagem no pagamento de importação. E o que se pretende é aumentar a margem da operação, do negócio”, afirmou. O setor automotivo e a indústria de máquinas e equipamentos também reclamam dos preços atuais.

O Instituto Aço Brasil diz que a produção está batendo recordes, consegue atender a demanda e o preço está compatível com o mercado mundial.

Fonte: Jovem Pan

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn

LEIA TAMBÉM:

Fale com um de nossos consultores

Descubra como possuimos uma solução completa para a Gestão Tributária da sua empresa!

Sobre Cícero Costa
Cícero Costa é advogado tributarista, professor de direito tributário, especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, com MBA em negociação e tributação internacional e palestrante. Sua atuação prática em mais de 15 anos de experiência fizeram de Cícero um dos maiores especialistas em precatórios e importação em Alagoas.
Descubra como reduzir seus custos na importação de forma 100% segura
Acesse agora nosso e-book e obtenha uma vantagem competitiva em meio aos seus concorrentes.
E-book grátis