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Tensão Rússia x Ucrânia Acende Alerta no PR pelo Impacto no Trigo e Fertilizantes

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Sumário

Originalmente publicado em:. Tensão na Ucrânia liga alerta no PR pelo impacto no trigo e fertilizantes (gazetadopovo.com.br)

Um eventual conflito entre a Ucrânia e a Rússia – e que consequentemente arrastaria vários outros países – teria reflexo direto na produção de alimentos e no preço dos produtos no Paraná. O grande vilão, nesse caso, seria o trigo, uma vez que o estado depende da importação do cereal. Embora o Paraná não faça grandes importações diretamente de Ucrânia e Rússia, dois países que respondem por quase 30% do mercado mundial do grão, o efeito cascata seria sentido localmente.

Em caso de uma guerra, a oferta do grão para o mercado mundial tende a diminuir. A previsão de alta do preço do trigo é de pelo menos 9%. Produtos que dependem do item, como o pão e a pizza, seriam afetados com elevação dos custos e do preço final ao consumidor. O trigo também é um dos componentes da ração para o gado – o que levaria a encarecer outros alimentos, como leite e carne.

Importação de trigo

“Apesar de ser tradicionalmente o maior estado produtor de trigo, o Paraná importa em média meio milhão de toneladas de trigo por ano”, observa Ana Paula Kowalski, do departamento técnico econômico da Federação da Agricultura do estado do Paraná (Faep).

Pelos portos do estado, foram exportadas 33,9 mil toneladas de trigo e importadas 208,2 mil toneladas em 2021. A matemática evidencia o tamanho do problema: a quantidade de importação foi mais do que cinco vezes maior do que a de exportação. “A alta na importação de trigo é resultado da falta de produto nacional, principalmente com a queda na produção do Paraná e Rio Grande do Sul”, explica Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. Atualmente, o estado busca esse item nos vizinhos da América do Sul.

No ano passado, foram trazidas 501 mil toneladas de trigo exclusivamente do Mercosul: 55% oriundas do Paraguai e 45% da Argentina. Também foram adquiridas 75 mil toneladas de farinha de trigo, sendo 95% da Argentina. “O volume importado anualmente varia, principalmente, em função da quantidade produzida nas safras paranaenses e a qualidade do trigo colhido. Quanto pior qualquer um dos parâmetros, maiores tendem a ser as quantidades importadas”, explica Kowalski.

Importação da Argentina

Não é só no Paraná que a importação de trigo é alta. Com a estiagem, a necessidade de comprar o produto do exterior aumentou em todo o país. Segundo o MDCI (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio), o Brasil importou 6,2 milhões de toneladas de trigo em 2021. A maior parte (5,2 milhões de toneladas) veio da Argentina. Outros grandes fornecedores foram Uruguai, Paraguai e Rússia.

Só que a Argentina atende também outros países, inclusive da Ásia. Um cenário de conflito na Ucrânia aumentaria a demanda do mercado pela produção argentina, criando uma bola de neve econômica. A tendência, de acordo com a USDA, é que a oferta mundial do trigo caia pelo segundo ano seguido. Menor disponibilidade do produto representa preços mais elevados – que seriam replicados em todas as áreas adjacentes.

Aumento do custo de produção industrial

Há outros fatores que preocupam o agronegócio paranaense se o cenário negativo se concretizar na Ucrânia, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Entre eles o fato de que a Rússia é um importante exportador de fertilizantes, produto comprado em grande quantidade pelo Paraná para a atividade agrícola.

“Isso pode recair em toda a atividade industrial. Fica mais caro para produzir o trigo, então chega mais caro para você moer esse trigo. Consequentemente, encarece o produto na mesa de quem consome também”, explica Evanio Felippe, analista técnico da Fiep. O Paraná atualmente concentra 28% das moageiras de trigo do país.

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Sobre Cícero Costa
Cícero Costa é advogado tributarista, professor de direito tributário, especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, com MBA em negociação e tributação internacional e palestrante. Sua atuação prática em mais de 15 anos de experiência fizeram de Cícero um dos maiores especialistas em precatórios e importação em Alagoas.
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