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Pandemia afeta setor de contêineres no Porto de Santos

Oferta de contentores está baixa, mas redução não chega a prejudicar clientes, explicam executivos do segmento.
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Pandemia afeta setor de contêineres 

O estoque de contêineres continua em baixa no Porto de Santos e uma recuperação deve ocorrer depois de fevereiro, segundo entidades que atuam no setor. Apesar de a situação servir de alerta, a Reportagem apurou que os clientes têm sido atendidos e não há registro de problemas com a falta dos contentores.

Apesar de essa baixa não ser apresentada em números, há uma percepção do segmento para essa situação – causada principalmente pela crise gerada com a pandemia, que levou a uma queda das importação, seja pela alta do dólar ou pelo aumento no valor dos fretes.

Pandemia afeta setor de contêineres no Porto de Santos
O estoque de contêineres continua em baixa no Porto de Santos

“A quantidade (de contêineres) procedentes do exterior ainda é limitada e o estoque é apertado, porem ninguém está deixando de atender os clientes e embarques. O mercado encontra-se em linha com essa situação”, disse José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), que acredita em uma recuperação ao final de fevereiro.

De acordo com Wagner Souza, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de Contêineres (ABTTC), “esse problema (de falta) de contêineres é mais acentuado nos períodos das safras, onde o fluxo de exportação aumenta significativamente sem um aumento no fluxo de importação”.

No final do ano passado, porém, mesmo fora do período de safra (entre fevereiro e maio), a exportação esteve aquecida pelo setor de granéis, o que agravou esse cenário.

Roque aponta que grande parte dos contêineres está represada na China e em portos europeus. “Há um desbalanceamento entre a movimentação de contêineres de importação e exportação”. A situação apresentada pelo executivo é a seguinte, o Brasil mandou mais contêineres para o exterior do que importou e, portanto, temos menos contentores no País.

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Principais baixas

José Roque destaca que os contêineres refrigerados High Cube de 40 pés (12 metros), considerados equipamentos especiais, são os mais afetados. “Os armadores estão fazendo um esforço hercúleo para o retorno desses equipamentos vazios, mas a demanda é muito elevada”.

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Os contentores de carga seca de 20 pés (6 metros), segundo ele, têm sido muito usados para exportar commodities (especialmente vegetais), assim como os de carga seca de 40 pés ,para embarques de algodão e madeira no Sul do País.

O diretor do Sindamar aponta que os terminais de contêineres vazios têm realizado um trabalho significativo nos reparos e na disponibilidade de contentores, para que a área comercial não seja afetada e os clientes, atendidos.

Fonte: A Tribuna

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Sobre Cícero Costa
Cícero Costa é advogado tributarista, professor de direito tributário, especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, com MBA em negociação e tributação internacional e palestrante. Sua atuação prática em mais de 15 anos de experiência fizeram de Cícero um dos maiores especialistas em precatórios e importação em Alagoas.
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