Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), as importações brasileiras de produtos químicos aumentaram bastante em relação ao mês anterior e superaram o mesmo mês do ano passado.
O significativo aumento de 11,1% comparado a julho de 2021 e da elevação de 4,7% na comparação ao mês de junho, somando US $5,3 bilhões em importações.

Camex reduz Imposto de Importação para mais 25 produtos
Conjunto de resoluções inclui alterações definitivas da Tarifa Externa Comum e reduções temporárias, para garantir o pleno abastecimento de mercadorias.

Importação Brasileira de Produtos Químicos cresceu 5%
Os fertilizantes e seus intermediários foram os principais produtos da pauta de importações brasileiras no setor químico de janeiro a outubro.
ste fato segundo a ABIQUIM entra para a história da balança comercial em relação a produtos químicos, como o mês em que batem recordes em valores e quantidades adquiridos.
Desde o começo do ano de 2021 as importações tiveram um forte avanço de 30,6%, registrando mais de US $30,3 bilhões em relação ao mesmo período de 2020. Já as exportações brasileiras dessas mercadorias tiveram um aumento de 18,1%, totalizando US$ 7,7 bilhões até julho, desempenho especialmente concentrado nos positivos resultados dos grupos de produtos inorgânicos (US$ 2,4 bi, aumento de 11,9%) e orgânicos (US$ 1,7 bi, aumento de 37,2%).
Com esses resultados, o déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US $22,6 bilhões, com um considerável aumento de 35,5% em relação ao mesmo período de 2020.
Segundo o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, os números da balança comercial sistematicamente comprovam que a indústria química é um dos setores econômicos que mais tem condições para colaborar mais objetivamente na recuperação econômica nacional e ser um dos mais dinâmicos nos próximos anos.
Mesmo assim, adverte que ainda são críticos os desafios no curto e médio prazos para manter unidades operando no País e atrair investimentos. “O novo mercado do gás indiscutivelmente tem potencial de ‘reinventar’ o setor químico no Brasil.
Contudo, temos que lembrar que seus efeitos passarão somente a ser percebidos nos próximos anos, enquanto seguem críticos os obstáculos de competitividade no curto prazo para a manutenção de operações industriais no País.
Ciro Marino ainda completa que “Estamos especialmente preocupados com os eventuais custos incrementais de energia nos próximos meses, pois o setor trabalha em processo contínuo e o terceiro trimestre costuma ser o mais dinâmico em ritmo produtivo”.
Fonte: Abiquim