As operações de comércio exterior são fundamentais para o fortalecimento da economia de um país.
No âmbito empresarial, os processos de exportação e importação favorecem o aumento das vendas e a expansão de negócios.
Entretanto, assim como em outros segmentos, existem inúmeros desafios que devem ser enfrentados.
Entender as perspectivas de mercado, oportunidades de negócios, desempenho econômico, comportamento de consumo e demandas internas e externas são apenas alguns pontos de atenção que devem ser levados em consideração pelos gestores.
Diversos desafios podem gerar entraves na rotina das empresas que importam e exportam mercadorias.
Por isso, além de ter um bom planejamento, é fundamental conhecer todos os meandros, oportunidades e pontos de ação a fim de garantir um processo fluído e bem estruturado.
Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre os principais desafios do comércio exterior no Brasil.
Você vai descobrir porquê é importante conhecê-los e de que forma sua empresa deve estar preparada para lidar com eles.
Confira!
1. Deficiência na infraestrutura brasileira
Muito embora o Brasil seja um país que tem um enorme potencial de desenvolvimento, com grandes empresas e grande diversidade de produtos e serviços, a infraestrutura ainda é muito precária.
No âmbito do comércio exterior, há uma descentralização de responsabilidades.
O que isso significa? Que não há um único órgão responsável por coordenar e estruturar os negócios internacionais nos quais as empresas brasileiras estão envolvidas.
Em países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, existem órgãos responsáveis pela administração do comércio exterior.
Estes, são responsáveis por cuidar de todos os assuntos relacionados ao mercado internacional.
Naturalmente, este movimento de centralização traz mais segurança, agilidade e confiabilidade aos processos, sendo, desta forma, fundamental para minimizar os problemas relacionados às operações de exportação e importação.
O que acontece no Brasil é que existem inúmeras secretarias e órgãos responsáveis pela administração, não havendo uma pasta exclusiva para lidar com as demandas relacionadas ao comércio exterior.
Desta forma, as funções vão sendo distribuídas de acordo com as responsabilidades, ficando um órgão atuando com o controle tributário, outro com a gestão, outros com as políticas internacionais e assim por diante.
Isso gera um problema de infraestrutura que acaba afetando a eficiência das operações.
Uma situação muito comum que acontece no Brasil é quando empresas exportadoras, mesmo concluindo a produção de suas mercadorias com antecedência em relação ao tempo previamente estimado, acabam atrasando a entrega do cliente final em razão da precariedade dos portos e dos processos que envolvem o envio da mercadoria ao cliente final.
2. Burocracia aduaneira e documentação
Diretamente relacionada à deficiência na infraestrutura, está também a burocracia aduaneira e documentação exigida nos processos de importação e exportação.
É necessário cumprir uma série de etapas e regras desde a negociação de mercadorias entre uma empresa brasileira e outra localizada fora do país, até a autorização de embarque no terminal de zona primária.
Por isso, um dos grandes desafios relacionados à exportação e importação e que melhoraria significativamente os processos é a simplificação das etapas e das exigências relacionadas aos processos de exportação.
3. Complexidade da legislação tributária
Em linhas gerais, a tributação, de uma forma geral, é um assunto que gera muitas dúvidas e desafios aos empresários brasileiros.
Além da complexidade da legislação tributária e das regras envolvendo o seu recolhimento, a alta tributação sobre os produtos nacionais com destino ao exterior acaba reduzindo a competitividade das mercadorias brasileiras no mercado internacional.
A alta carga tributária incidente sobre os produtos nacionais reduz a sua competitividade frente aos itens produzidos fora do país.
Por isso, as empresas, antes de considerarem a exportação, devem montar um bom plano de negócios que contemple um mapeamento geral de valor, com estimativa de custos, incluindo despesas com tributação.
4. Morosidade dos processos alfandegários
Outro aspecto que dificulta a rotina de exportação e importação de mercadorias, a morosidade dos processos alfandegários é um calcanhar de aquiles para os empresários.
Na prática, o prazo para análise e liberação de alguns órgãos alfandegários contribui para o atraso de todas as operações.
Essa situação obriga as empresas a planejarem seus processos sempre levando em consideração a morosidade alfandegária.
5. Falta de padronização
Muito embora exista uma legislação em vigor em todo território nacional, todos os problemas anteriores acabam contribuindo para outro problema que é dos principais desafios dos empresários que atuam com exportação e importação.
O que ocorre é que não existe uma padronização de processos e principalmente interpretações de algumas autoridades aduaneiras.
Desta forma, quando existem diferentes entendimentos acerca do que diz a lei, podem haver diferentes orientações quanto aos processos que a empresa deve seguir.
Quando uma determinada organização empresária utiliza diferentes unidades de entrada para nacionalização de produtos ou para envio de mercadorias para o exterior, este problema é uma realidade e deve ser enfrentado com organização e principalmente, antecipação.
A dica é manter processos internos bem estruturados e sempre antecipar ao máximo tanto o envio da mercadoria quanto a compra de insumos do mercado internacional.
Com esse planejamento bem organizado a sua empresa mantém um padrão e consegue antecipar eventuais problemas.
Sabendo da existência de burocracia aduaneira, de uma estrutura precária, da falta de padronização no entendimento das autoridades alfandegárias e da morosidade de todos os processos, cabe ao gestor se programar e orientar suas ações a fim de minimizar o impacto destes problemas nas suas negociações.
6. Custos de transportes e tarifas alfandegárias
Por fim, além da questão da tributação, que é um ponto sensível tanto nas exportações e importações quanto nas próprias operações realizadas dentro do território nacional, outros custos podem ser considerados desafiadores.
Os custos do transporte e das tarifas cobradas por portos e aeroportos reduzem a competitividade dos produtos brasileiros para exportação.
Lidar com a situação demanda um bom planejamento de custos e avaliação do mercado internacional.
Em alguns casos é possível diminuir custos e margens para conseguir operar no mercado internacional, em outros, pode não vale a pena para a empresa realizar este tipo de negócio.
Independente da operação realizada (importação ou exportação) as empresas devem manter um trabalho focado em redução de custos e é justamente neste contexto que surgem os serviços de empresas como a Xpoents.
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Fonte: Rede Jornal Contábil

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