Argentina zera imposto de importação sobre celulares: como transformar esse cenário em vantagem competitiva

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Recentemente, o governo argentino anunciou a eliminação gradual das tarifas de importação sobre celulares e outros eletrônicos em uma medida que visa reduzir distorções internas de preços e reposicionar o país no cenário internacional. Diante desse novo cenário, empresas brasileiras que atuam no setor de tecnologia e comércio exterior precisam reavaliar com urgência suas estratégias logísticas e tributárias para manter a competitividade frente ao reposicionamento argentino.

Introdução

Em uma movimentação que deve alterar profundamente a dinâmica de preços no setor eletrônico sul-americano, o governo argentino anunciou a eliminação gradual das tarifas de importação sobre celulares. O objetivo? Reposicionar o país no mapa da competitividade internacional e conter distorções internas que vinham penalizando consumidores e empresários locais.

Etapas e estrutura do novo plano tributário argentino

O novo plano será implementado em duas fases. A primeira, já prevista para esta semana com a publicação de um decreto, reduzirá as tarifas de importação de celulares de 16% para 8%. A segunda etapa, mais agressiva, prevê a eliminação total do imposto a partir de 15 de janeiro de 2026.

Segundo Manuel Adorni, porta-voz presidencial, o plano visa corrigir uma disparidade de preços absurda: um smartphone com tecnologia 5G chega a custar até o dobro do valor praticado no Brasil e nos Estados Unidos. Essa distorção levava consumidores a atravessar fronteiras, e até pagar por passagens e hospedagens, para comprar o mesmo produto com preço inferior em outro país.

Além dos celulares, a reforma atinge produtos de alto giro comercial, como televisores, condicionadores de ar e consoles de videogames. A carga tributária para esses itens importados será reduzida pela metade (de 19% para 9,5%). Produtos fabricados na Terra do Fogo (arquipélago da América do Sul) terão ainda mais vantagem: isenção total.

Por que essa medida foi tomada, e quem deve prestar atenção agora

A decisão vem no embalo da promessa de campanha do presidente Javier Milei, que, ao completar um ano de governo, reafirmou o compromisso de reduzir a carga tributária argentina em até 90%. Em seu discurso, reforçou que o país precisa de reformas estruturais profundas, fiscais, previdenciárias e laborais, para voltar a crescer.

Na prática, empresas de tecnologia, redes varejistas, marketplaces, importadoras e distribuidoras da América do Sul devem se manter em alerta. Uma política de impostos mais enxuta muda o cenário de precificação regional e cria oportunidades para reposicionar mercadorias com margens mais agressivas.

Com a expectativa de queda de pelo menos 30% nos preços dos eletrônicos, é provável que a concorrência aumente, especialmente entre países vizinhos, como Brasil, Chile e Uruguai. Empresas brasileiras, do ramo da tecnologia, que não se adaptarem rapidamente, tanto no planejamento tributário quanto logístico, correm risco de perda de mercado.

Planejamento tributário: a diferença entre sobreviver e prosperar

Esse novo cenário abre uma janela importante para empresários e importadores brasileiros: repensar sua estrutura fiscal com inteligência e estratégia. Um bom planejamento tributário, especialmente quando aliado ao uso de benefícios fiscais, pode ser o divisor de águas em termos de margem, preço final e fluxo de caixa.

Estados como Alagoas, por exemplo, oferecem regimes fiscais diferenciados, especialmente no ICMS, que podem reduzir consideravelmente a carga tributária. Em resumo, o Regime Especial de Alagoas é um incentivo fiscal que reduz significativamente o ICMS, cerca de até 90%, na importação de mercadorias.

Além disso, empresas podem importar por qualquer porto do Brasil e realizar o desembaraço aduaneiro aproveitando as vantagens disponibilizadas. Com isso, o custo tributário da operação cai, aumentando a competitividade e a margem de lucro do importador.

Empresas que operam com importação de eletrônicos podem aproveitar esses incentivos para equilibrar sua competitividade frente aos preços praticados na Argentina.

É aqui que entra a Xpoents, uma consultoria com mais de 20 anos de atuação no mercado, especializada em planejamento tributário, no benefício fiscal de Alagoas e estratégias para importadores e distribuidores. Atuamos com assertividade, oferecendo soluções sob medida para otimizar custos, organizar o fluxo de caixa e ampliar a competitividade dos nossos parceiros no cenário nacional e internacional.

Conclusão

Para empresários atentos, essa notícia não é só sobre a Argentina. É um sinal claro de que a dinâmica regional está mudando, e quem quiser prosperar precisa se mover agora. Empresas que atuam com importação de eletrônicos devem agir com agilidade, buscar soluções tributárias eficazes e analisar seus pontos de distribuição.

A diferença entre perder espaço e ganhar mercado está, mais do que nunca, na inteligência tributária. É a hora de usar o sistema a seu favor, não contra você.

A Xpoents está pronta para ajudar sua empresa a navegar esse novo cenário com segurança, expertise e resultados reais. Entre em contato conosco agora e veja como podemos diminuir sua carga tributária e preparar sua operação para esse novo cenário competitivo.

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Sobre Cícero Costa
Cícero Costa é advogado tributarista, professor de direito tributário, especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, com MBA em negociação e tributação internacional e palestrante. Sua atuação prática em mais de 15 anos de experiência fizeram de Cícero um dos maiores especialistas em precatórios e importação em Alagoas.