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Conheça a História das Mulheres no Comércio Exterior

Entenda como a presença feminina revolucionou os mercados de importação e exportação ao redor do mundo.
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Sumário

Com tantas revoluções já ocorridas, as mulheres cada vez mais conquistam seus espaços na sociedade, especialmente nos âmbitos de trabalho que eram majoritariamente masculinos. 

Não se pode falar nessas conquistas sem citar os longos anos de luta para que isso acontecesse. Protestos, greves, revoltas lideradas por mulheres pedindo o mínimo: igualdade política e econômica, além de melhores condições de trabalho.

A Revolução Industrial, apesar de trazer grande desenvolvimento tecnológico para o mundo,  introduziu salários medíocres para as mulheres além de horas exacerbadas de trabalho, e era justamente por essas situações que organizações femininas iam às ruas na tentativa de serem ouvidas.

Em maio de 1908, nos EUA, foi comemorado o primeiro dia da mulher no mundo, referente às conquistas de direitos femininos. É importante ressaltar que, apesar de se passar mais de um século desde o primeiro dia da mulher, as lutas não param e é de extrema importância discutir o assunto e celebrar esse dia.

Nessa longa trajetória de conquista de espaço, as mulheres vêm liderando um setor que é digno de destaque em nossa fala: o comércio, especificamente o exterior. As buscas por cursos de Comércio Exterior e Relações Internacionais, por mulheres, só crescem com os anos. 

É importante lembrar que as mulheres já estão envolvidas nos ramos de importação e exportação desde as primeiras civilizações, mesmo que de forma sutil, a presença feminina já fazia a diferença nesse tipo de comércio e com sutileza e inteligência foi transformando esse meio de trabalho. 

Papéis femininos nas antigas civilizações

As mulheres sempre desempenharam papéis importantes em todas as eras da sociedade, por vezes brilhavam mais, já em outros momentos eram ofuscadas pelo patriarcado

O conflito de gênero entre homens e mulheres relacionado à falsa ideia de superioridade masculina, fez com que as comunidades obrigassem a mulher a ser submissa e limitou a sua autonomia.

De qualquer forma, elas sempre estiveram presentes nas relações comerciais, e apesar de serem desencorajadas pela família e pela comunidade, curiosamente, foram as mulheres que forneceram as bases para o comércio internacional em diversas partes do mundo

A mulher comerciante das primeiras eras

A Babilônia, uma das civilizações mais antigas,  era um território em potencial para o comércio devido à sua localização ao redor dos rios Tigre e Eufrates. O clima permitia uma estabilidade nas plantações e muita nutrição. 

Religiosos que eram, associaram seu sucesso ao governo de Hamurabi e aos deuses. Dessa forma, gradativamente, Hamurabi foi mudando os costumes daquele povo anteriormente matriarcal, e o patriarcado instaurou-se.

Com essa nova realidade, as mulheres passaram a assumir um papel inferior naquela sociedade e a lei raramente estava à seu favor. Consequentemente, a participação feminina no comércio limitou-se muito, afinal, só poderiam participar se fosse parte do negócio de algum parente masculino. 

A diminuição do envolvimento feminino nos negócios daquela região limitaram a expansão do comércio e o progresso daquele povo. Já em outras civilizações, uns anos à frente, homens e mulheres compartilhavam papéis colaborativos, como no início da China. 

As primeiras civilizações chinesas possuíam uma estrutura política mais leve, e possibilitavam a participação das mulheres no comércio, e elas foram uma grande parte da força de trabalho, sendo especialistas têxteis e impulsionando a economia.

Por mais que a História pareça ter se esquecido ou se empenhe em obscurecer o papel feminino no comércio e a sua relevância, a figura feminina foi essencial para que economias se estabelecessem, seja de forma direta (sendo comerciantes de longa distância) ou indireta (fornecendo os itens que seriam comercializados pelos homens). 

Outros exemplos de mulheres comerciantes na história

Entre 1500 e 1800, apesar de algumas limitações, podemos observar um papel feminino mais ativo na indústria. As escocesas, por exemplo, eram parceiras econômicas de seus parceiros, trocavam lãs e especiarias em suas viagens pelo Báltico e Escandinávia. Nas regiões asiáticas, as mulheres eram as principais comerciantes dos bens regionais, facilitando a importação desses produtos no comércio internacional entre 1500 e 1700. 

Em 1800, as mulheres da Tanzânia se juntavam a homens, parentes ou cônjuges, nas caravanas de marfim a longa distância, auxiliando-os. Sempre presentes, tentavam conquistar seus espaços, mas até que tivessem uma voz nesse ramo passaram-se séculos. 

Conquistas de direitos ao longo dos séculos

Para que qualquer mulher pudesse hoje trabalhar livremente, sem estar presa à obrigação de gerenciar o lar e ter a possibilidade de, quem sabe, gerenciar uma empresa, um longo conjunto de direitos foram conquistados depois de muitas revoluções. 

No Brasil, até 1962 as mulheres só podiam trabalhar fora do lar se fossem autorizadas pelo marido, uma limitação do Código Civil de 1916, que mudou após as Leis Trabalhistas. 

Até 1934 a licença-maternidade não existia, até que a Constituição previu esse direito nesse mesmo ano e as mulheres puderam ficar de licença um mês antes e um mês depois do nascimento do bebê, além de ficar proibida a demissão de grávidas, tendo em 1988 esse prazo estendido para 120 dias.

Em 1932 as mulheres ganharam o direito ao voto no Brasil, tendo a primeira representante do gênero feminino em 1934: Carlota Pereira de Queiroz

Dentre as inúmeras conquistas, num âmbito internacional, podemos citar a Convenção Interamericana Sobre a Concessão dos Direitos Civis à Mulher (1948); Convenção sobre os Direitos Políticos da Mulher (1953); Convenção Para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher – CEDAW (1979), entre tantas outras. 

Todas as Convenções, Leis e Decretos favoráveis à mulher, depois de muita luta, foi o que possibilitou que mulheres ocupassem hoje cargos majoritariamente ocupados por homens. Ao conquistarem direitos, conquistaram também autonomia e passaram a ter poder de escolha. 

Ascensão das mulheres no mercado de trabalho: o que mudou nos últimos anos?

A inserção das mulheres no mercado de trabalho, como já sabemos, além de estar associada às conquistas de direitos, está profundamente entrelaçada com a preferência pela “mão-de-obra barata”, porque, não surpreendentemente, apesar de conquistarem autonomia para trabalhar além das portas do lar, não recebiam o valor devido correspondente ao seu trabalho ou ocupavam grandes cargos. 

Portanto, um grande passo já havia sido dado, mas ainda faltava um fator importante: ser valorizada e tratada igualitariamente em ambiente de trabalho, e essa foi uma pauta importante nas últimas décadas para a luta feminina.

Mais do que poder trabalhar, era necessário e justo ser valorizada pelo trabalho desenvolvido, poder receber o mesmo salário que um homem receberia naquele ofício e receber as mesmas oportunidades de crescimento profissional independente do gênero.

O art. 7° da Constituição Federal proíbe a diferença salarial baseada no sexo, cor, idade ou estado civil e ainda o art. 5° da CLT garante salários iguais, independentes de gênero, para trabalhos de igual valor. 

Na prática, devido a fatores sociais e  culturais, isso muitas vezes não foi cumprido, hoje em dia notam-se as melhorias e isso está associado ao fato das mulheres , mais uma vez, não seguirem caladas a respeito de um direito que também é delas.

Não só referente a salários, como também ao respeito no âmbito de trabalho, à valorização do cargo, à chance de subir de posição, tudo isso mudou muito nas últimas décadas, porque as revoluções nunca pararam de acontecer.

 

A mulher contemporânea do comércio exterior e os desafios na sociedade retrógrada 

Conseguir ocupar um cargo de gerência e liderar um espaço de domínio e preferência masculina não é fácil, mas é o que vem ocorrendo no Comércio Exterior

As mulheres estão dominando tanto as empresas quanto os cursos referentes a esse mercado e ingressando cada vez mais em cursos e especializações. 

O ingresso de mulheres nos setores de importação e exportação faz com que ocorra um grande fenômeno de representatividade, pois, ao verem lideranças femininas, outras mulheres se sentem encorajadas e inspiradas a buscarem o mesmo caminho.

Segundo o artigo “External Trade Effects on Women’s Employment: The case of Brazil”, de Marta Reis Castilho, 53% da participação nos cargos de alta qualificação dentro das empresas de exportação, são das mulheres, e nas de importação, 32,4%.

Concomitantemente, o ambiente de trabalho tornou-se mais agradável com a inserção da figura feminina, isso em razão da habilidade natural de se relacionar que a mulher possui, a sensibilidade de humanizar ambientes e o senso crítico aguçado. 

Apesar da preferência por homens em posições de gerência, em decorrência dos costumes e cultura, é interessante frisar um fenômeno que está ocorrendo nas últimas décadas: a feminização.

Mais do que  ter acesso a determinadas posições, esse fenômeno não se trata só de dados que mostram o acesso massivo de mulheres às profissões majoritariamente masculinas, estamos falando de uma real transformação.

As transformações ocorridas são relacionadas ao valor social dessas profissões, à ressignificação dessas ocupações a partir desse “acesso massivo de mulheres”. 

A feminização do Comércio Exterior pode ser observada quando o discurso da sociedade muda positivamente em relação às mulheres em cargos de liderança nessa área, quando nota-se o incentivo para que as mulheres ocupem esses postos.

Em todas as eras, de todas as formas, direta ou indiretamente, negociando ou produzindo, sozinhas ou com algum parente masculino, a mulher foi transformando o Comércio Exterior.

Já são séculos de lutas e conquistas que sempre devem ser lembradas e discutidas, para que não caia no esquecimento o poder transformador de uma mulher.

É evidente o quanto o papel da mulher foi mudando e se expandindo ao longo dos séculos para que se conquistasse a liberdade de ser o que quiser e realizar o que deseja hoje em dia. 

Celebrar e discutir é respeitar essa trajetória e mais do que isso, é necessário lutar para que não haja regresso e mais avanços sejam alcançados. 

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Sobre Cícero Costa
Cícero Costa é advogado tributarista, professor de direito tributário, especialista em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, com MBA em negociação e tributação internacional e palestrante. Sua atuação prática em mais de 15 anos de experiência fizeram de Cícero um dos maiores especialistas em precatórios e importação em Alagoas.
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