A migração de cargas a granel para a Declaração Única de Importação (DUIMP) exige atenção imediata das empresas que operam no comércio exterior. Desde outubro de 2026, novas etapas do cronograma aduaneiro e validações nos sistemas federais aumentam a importância do planejamento documental e operacional.
Nesse cenário, erros na Licença de Importação (LI), divergências de informações e falhas na adaptação dos processos podem provocar retenções de cargas, despesas portuárias e impactos diretos no fluxo de caixa.
Por isso, importadores precisam revisar seus procedimentos antes dos próximos embarques. Além da adequação ao novo sistema, também é importante avaliar como a estrutura tributária da operação influencia os custos de nacionalização e a competitividade da empresa.
O que mudou no comércio exterior em outubro de 2026?
Inicialmente, uma das principais mudanças envolve a migração das importações de cargas a granel por via marítima para a DUIMP. Desde 11 de outubro de 2026, essas operações passaram a seguir, como regra, o novo modelo, substituindo a tradicional Declaração de Importação (DI), conforme o cronograma divulgado.
Além disso, o Siscomex Remessa passou a aplicar validações nos campos de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e código de classificação tributária (cClassTrib). Dessa forma, informações inválidas podem provocar a rejeição das transmissões, exigindo maior controle sobre os dados cadastrados.
Outra mudança envolve o atendimento da Receita Federal, que passou a centralizar orientações aduaneiras no ambiente digital Receita Atende. Consequentemente, acompanhar as comunicações e os processos pelos canais adequados tornou-se parte importante da rotina operacional.
É fundamental, entretanto, distinguir as regras aplicáveis a cada modalidade de importação. Portanto, as empresas devem conferir os comunicados oficiais e os cronogramas específicos antes de definir os procedimentos de cada operação.

Como funciona a migração de cargas a granel para a DUIMP?
A DUIMP integra o processo de modernização das operações aduaneiras brasileiras. Com a ampliação de sua utilização, empresas que importam mercadorias a granel por via marítima precisam adaptar seus fluxos de registro e licenciamento às novas exigências.
Nesse contexto, produtos movimentados em grandes volumes, como fertilizantes, merecem atenção especial. Afinal, divergências entre o peso apurado no porto e as informações declaradas no embarque podem exigir verificações adicionais e dificultar o andamento da operação.
Além disso, a data de registro da Licença de Importação pode determinar qual procedimento deverá ser seguido. Por esse motivo, registrar a licença no momento incorreto pode comprometer o enquadramento da operação e provocar atrasos.
Assim, a preparação não deve começar somente quando o navio estiver próximo da chegada. O ideal é revisar antecipadamente o fluxo documental, testar os procedimentos no novo sistema e verificar as exigências aplicáveis à mercadoria.
Cronograma de desligamento da DI: prazos e exceções
A transição para a DUIMP ocorre de forma escalonada, com datas específicas para determinadas categorias de operação. Por isso, acompanhar o cronograma de desligamento da DI é essencial para evitar registros incompatíveis com as regras vigentes.
Além das etapas iniciadas em outubro, o cronograma citado nas orientações consultadas prevê novas datas em dezembro de 2026. Entre elas, estão o dia 1º para órgãos públicos que utilizam o Siafi e o dia 10 para operações com anuência prévia da Suframa, cujos registros por meio de LPCO foram liberados em outubro.
Entretanto, existem situações especiais e exceções previstas nas orientações oficiais. Dessa maneira, não basta considerar apenas a data geral de migração: cada empresa deve verificar se sua operação está sujeita a condições específicas.
Portanto, consultar o cronograma oficial, confirmar as exigências de licenciamento e testar o fluxo documental antes do embarque são medidas importantes para reduzir riscos.
Quais são os riscos de uma adaptação inadequada à DUIMP?
A mudança no procedimento aduaneiro pode gerar consequências financeiras quando a empresa não prepara seus processos com antecedência.
Retenção de mercadorias e despesas portuárias
Primeiramente, erros no registro de licenças ou no enquadramento da operação podem impedir o andamento esperado do desembaraço. Como resultado, a carga pode permanecer retida enquanto a empresa corrige as inconsistências.
Nesse cenário, despesas de armazenagem e sobre-estadia de navios podem elevar o custo total da importação. Além disso, esses gastos pressionam o capital de giro e reduzem a margem da operação.
Inconsistências cadastrais e documentais
Da mesma forma, informações incorretas de NCM ou cClassTrib podem provocar rejeições nos ambientes em que essas validações são aplicáveis. Consequentemente, a equipe precisa corrigir os dados e verificar se existem outros pontos inconsistentes na documentação.
Por isso, manter o cadastro dos produtos atualizado e conferir os documentos antes da transmissão ajuda a reduzir retrabalho e atrasos.
Perda de competitividade
Por fim, custos operacionais imprevistos afetam a formação do preço e a capacidade de competir no mercado interno. Em operações com margens apertadas, até mesmo despesas adicionais de armazenagem podem comprometer o resultado financeiro.
Dessa forma, a conformidade aduaneira deve ser tratada como parte do planejamento financeiro, e não apenas como uma obrigação documental.

Como preparar sua empresa para a migração da DUIMP?
Para reduzir os riscos operacionais, é importante transformar as novas exigências em procedimentos internos claros. Nesse sentido, algumas medidas merecem prioridade:
- Conferir o cronograma oficial: verificar as datas de desligamento da DI e as regras específicas aplicáveis à operação.
- Revisar as Licenças de Importação: confirmar o momento do registro e o fluxo de licenciamento exigido para cada mercadoria.
- Validar os dados dos produtos: revisar NCM, cClassTrib e demais informações obrigatórias conforme a modalidade de importação.
- Testar os procedimentos antes do embarque: identificar falhas no fluxo documental antes da chegada do navio.
- Monitorar as comunicações oficiais: acompanhar orientações da Receita Federal e do Portal Único de Comércio Exterior.
- Integrar as áreas responsáveis: alinhar as equipes de comércio exterior, logística, fiscal e contabilidade para reduzir divergências.
Assim, a empresa ganha previsibilidade sobre prazos, documentos e custos envolvidos na nacionalização das mercadorias.
Como o planejamento tributário influencia o custo da importação?
A adaptação aos sistemas aduaneiros é apenas uma parte da gestão de uma operação de comércio exterior. Paralelamente, avaliar a estrutura tributária pode ajudar a identificar oportunidades lícitas de redução de custos.
Nesse contexto, o Regime Especial de Importação de Alagoas pode representar uma alternativa para empresas que atendam às condições aplicáveis. Com a estruturação adequada pela Xpoents, a operação pode alcançar uma redução superior a 90% no ICMS da importação, conforme a análise das características e dos requisitos de cada caso.
Entretanto, essa avaliação deve considerar a operação concreta, a documentação exigida e as condições legais do regime. Afinal, uma estratégia tributária eficiente precisa estar alinhada aos procedimentos aduaneiros e à realidade financeira da empresa.
Portanto, combinar conformidade documental, planejamento logístico e análise tributária permite avaliar o custo da importação de maneira mais completa.
Como a Xpoents pode ajudar sua operação de importação?
As mudanças no cronograma da DUIMP reforçam a importância de acompanhar as exigências aduaneiras e manter processos internos organizados. Além disso, a análise da estrutura tributária pode revelar oportunidades para melhorar a competitividade sem comprometer a conformidade da operação.
A Xpoents atua na estruturação de operações de importação com foco no Regime Especial de Importação de Alagoas, avaliando possibilidades de redução do ICMS conforme os requisitos aplicáveis.
Quer avaliar como sua empresa pode reduzir o custo tributário da importação? Entre em contato com a Xpoents e converse com um especialista para analisar sua operação e identificar oportunidades compatíveis com a sua realidade.
Conteúdo informativo baseado nas informações fornecidas para esta publicação. As datas, os procedimentos e as exceções devem ser confirmados nos canais oficiais antes da tomada de decisões operacionais.

